Crianças da Educação Infantil de Balneário Camboriú que aprenderam sobre a cultura da pesca artesanal da tainha vão ter essa experiência levada a Brasília. O projeto será apresentado no X Fórum Brasileiro de Educação Ambiental.
A iniciativa foi desenvolvida pela Gerência de Educação Ambiental da Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú (Emasa), em parceria com a Rede Municipal de Ensino e a comunidade pesqueira local.
Trabalho será apresentado por assessoras pedagógicas
O trabalho se chama “Entre redes, mares e saberes: crianças da Educação Infantil e a cultura da pesca artesanal da tainha em Balneário Camboriú – SC”. Quem vai apresentá-lo são as assessoras técnicas pedagógicas Raquel Epifania José de Oliveira, mestre em Educação, e Simone da Silva Ricardo, mestranda em Educação.
A iniciativa destaca a importância de aproximar as novas gerações dos saberes tradicionais, da natureza e da identidade cultural do município.
Aprendizado fora da sala
O projeto foi desenvolvido entre maio e julho de 2026 e levou as crianças a experiências que vão além da sala de referência. Entre as atividades estiveram:
- visitas pedagógicas;
- contato com pescadores artesanais;
- conhecimento sobre redes e instrumentos utilizados na pesca;
- rodas de conversa;
- vivências relacionadas aos ranchos de pesca, incluindo experiências na Praia de Taquarinhas.
Também foi usada a revista educativa “Entre o Rio e o Mar: aprendendo a cuidar”, que ajudou a ampliar as conversas sobre a preservação ambiental e a relação entre a comunidade e os recursos naturais.
Pertencimento e valorização das tradições
Um dos principais resultados foi o fortalecimento do sentimento de pertencimento das crianças ao município. Em uma cidade conhecida nacionalmente pelos grandes edifícios e pela intensa urbanização, o contato com a pesca artesanal permitiu aos alunos conhecer outras paisagens, histórias e tradições que fazem parte da identidade de Balneário Camboriú.
A pesca artesanal da tainha é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Município pela Lei Municipal nº 4.327/2019. A legislação reforça a importância de preservar essa atividade, os conhecimentos transmitidos entre gerações e as práticas comunitárias que fazem parte da história local.
O projeto também reconhece os pescadores artesanais como produtores de conhecimento, valorizando suas experiências e sua relação com o ambiente costeiro. Assim, as crianças compreendem desde pequenas a importância de preservar tanto os recursos naturais quanto as tradições culturais.
O que diz a Emasa
Para o gerente de Educação Ambiental da Emasa, Lucas Pollon, a apresentação em Brasília representa o reconhecimento de um trabalho que busca conectar a educação ambiental à realidade das crianças e às características culturais de Balneário Camboriú.
“A educação ambiental precisa fazer parte da vida das crianças desde cedo, e isso também significa conhecer a história e a cultura do lugar onde vivem. Quando aproximamos os alunos dos pescadores, dos ranchos de pesca e do ambiente natural, mostramos que preservar não é apenas cuidar da água e da natureza, mas também valorizar as pessoas e os conhecimentos que fazem parte desse território. Levar essa experiência para um fórum nacional é uma oportunidade de mostrar o trabalho que desenvolvemos em Balneário Camboriú”, destaca Lucas.
Segundo Lucas Pollon, essa integração é fundamental para ampliar o alcance das ações educativas da Emasa.
“Balneário Camboriú tem uma relação muito forte com o mar, os rios e a pesca. Nosso trabalho é fazer com que as crianças compreendam essa conexão e cresçam conscientes da importância de proteger o ambiente em que vivem. A participação dos pescadores e dos profissionais da educação mostra como a união de diferentes conhecimentos pode tornar a educação ambiental mais próxima, participativa e significativa”, ressalta.
A apresentação no fórum dará visibilidade às práticas desenvolvidas pela Emasa e à parceria com a Rede Municipal de Ensino e a comunidade pesqueira.
Com informações do Portal Visse.

