O Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON) completa 52 anos neste sábado, 31 de outubro. De janeiro a setembro de 2026, a unidade realizou 114 transplantes de medula óssea, ante 79 no mesmo período do ano anterior. O aumento foi de 44,3%.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), desde 2023 há investimentos na ampliação da estrutura e dos serviços do hospital. Os dados também apontam crescimento na radioterapia e a realização de mais de 62 mil consultas médicas. Todos os atendimentos são feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Celebração e novas estruturas
No dia 28 de outubro, um evento celebrou os avanços na infraestrutura do hospital, os novos leitos, consultórios e equipamentos e o aumento de procedimentos e consultas. Também houve a entrega de doações por um grupo de voluntários.
Entre as expansões mais recentes estão a entrega de 16 novos leitos de enfermaria e a construção de um novo laboratório de anatomia patológica, com readequação de espaços para novos consultórios e ampliação do espaço assistencial.
Para o diretor-geral do Cepon, Alvin Laemmel:
“Completar 52 anos é reconhecer a trajetória de uma instituição construída pelo trabalho de muitas pessoas engajadas na causa e pelo compromisso com a vida. Os resultados da assistência refletem a dedicação das nossas equipes e a busca permanente por oferecer um atendimento especializado, seguro e humanizado aos pacientes do SUS. Seguimos trabalhando para fortalecer os serviços, ampliar as possibilidades de tratamento e garantir que cada paciente seja acolhido com respeito e dignidade”
Transplantes de medula óssea
O procedimento é indicado para o tratamento de determinadas doenças hematológicas e pacientes que atendem a critérios clínicos específicos. São realizados transplantes autólogos, quando são utilizadas células do próprio paciente, e alogênicos, quando as células são provenientes de um doador.
Uma nova chance de vida
Por trás dos números estão histórias de pacientes que encontraram no transplante uma nova possibilidade de tratamento. Uma delas é a de Ana Jaqueline, de 33 anos, mãe de três filhos, que enfrentou cerca de três anos e meio de tratamento contra o linfoma de Hodgkin.
Ela passou por aproximadamente 45 a 50 sessões de quimioterapia e diferentes protocolos terapêuticos até receber a indicação para o transplante alogênico. A busca pelo doador começou dentro da própria família, o pai tornou-se doador e o transplante foi realizado em outubro de 2025.
Próxima de completar 11 meses do procedimento, Ana retomou atividades cotidianas e acompanha o crescimento dos filhos. Para ela, o transplante representou a oportunidade de recomeçar.
“E o transplante me deu a liberdade de viver. Viver uma nova história, uma nova vida”
A frase é de Ana Jaqueline.
Acolhimento durante o tratamento
Aos 58 anos, Carla Luzia Ferreira Neves descobriu o câncer de mama e iniciou o tratamento no CEPON em março de 2026. Desde então, passou por uma mastectomia, cirurgia para retirada da mama, e segue em acompanhamento. Ao recordar os primeiros meses no hospital, ela destaca o acolhimento recebido dos profissionais.
“Eu me senti amada aqui, eu me senti protegida e eu me senti cuidada. São profissionais incríveis que trabalham aqui, que cuidam de mim”
O relato é de Carla Luzia Ferreira Neves.
Radioterapia e consultas
A radioterapia apresentou crescimento de 5,39%, passando de 18.500 procedimentos em 2025 para 19.498 em 2026. Em consultas médicas, o CEPON contabilizou 62.321 atendimentos em 2026, ante 61.911 no período comparativo de 2025.
Os indicadores integram o balanço assistencial da instituição, que reúne serviços de diferentes especialidades e modalidades terapêuticas para o atendimento de pacientes oncológicos pelo SUS.
Serviços oferecidos
O CEPON atua na assistência especializada a pessoas com câncer e oferece serviços de oncologia clínica, cirurgia oncológica, hematologia, radioterapia, braquiterapia, cuidados paliativos e atendimento multiprofissional, além de desenvolver atividades de pesquisa clínica.
A unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC) está sob gestão da Fahece. Sua atuação é pautada na produção de conhecimento e na humanização do atendimento.
Com informações do Portal Visse.

