Deprecated: A função WP_Dependencies->add_data() foi chamada com um argumento que está obsoleto desde a versão 6.9.0! Os comentários condicionais do IE são ignorados por todos os navegadores compatíveis. in /home/tribunabc/domains/tribunabc.com.br/public_html/wp-includes/functions.php on line 6131
Ucraniana com filho nascido em Balneário Camboriú relata volta ao Brasil - Jornal Tribuna BC
BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Ucraniana com filho nascido em Balneário Camboriú relata volta ao Brasil

Em dois dias, a ucraniana Darina Borodina, o filho Marcos, que nasceu em Balneário Camboriú, no Litoral Norte catarinense, a mãe dela e a gata de estimação estiveram em seis países diferentes. A família tentava voltar ao Brasil, fugindo da guerra, e conseguiram chegar na quinta-feira (10). “Estamos absurdamente cansados, mas gratos por Deus ter nos dado uma segunda chance”, ela disse ao g1.

Família de menino que nasceu em Balneário Camboriú chega ao Brasil, após saírem da Ucrânia. Imagem mostra Darina com a mãe e o filho, Marcos — Foto: Volodymyr Borodin/Arquivo pessoal
Família de menino que nasceu em Balneário Camboriú chega ao Brasil, após saírem da Ucrânia. Imagem mostra Darina com a mãe e o filho, Marcos — Foto: Volodymyr Borodin/Arquivo pessoal

Darina, o filho e o marido e pai de Marcos, Volodymyr Borodin, moravam em Kiev quando a guerra começou, há 16 dias. Até 17h16 desta sexta-feira (11), Volodymyr continuava na Ucrânia. Ele foi impedido de deixar o país de origem, mesmo com visto brasileiro permanente. Por lá, os homens ucranianos são proibidos de sair, pois são convocados para integrar o exército. Ele tenta que o Comitê Militar do país analise o caso dele, para que ele possa também voltar ao Brasil.

Fuga de Kiev

A mulher contou que agiu rápido diante das notícias da guerra. “Ainda que nossa família já tivesse planos de viajar ao Brasil antes de todas essas terríveis notícias, nós fizemos duas malas, pegamos nosso gato e fomos para Uzhgorod”, contou. A cidade fica no Oeste da Ucrânia e, segundo Darina, ainda era possível viver com segurança no local.

“Demos sorte de pegarmos um trem gratuito que nos levou até Uzhgorod, onde tentamos cruzar a fronteira com a Eslováquia. Infelizmente, não permitiram a saída de meu marido, e decidirmos ficar todos juntos e planejar outras possibilidades”, contou.

A família, então, entrou em contato com a Embaixada do Brasil. “Nos avisaram sobre a possibilidade de um voo de ajuda humanitária, de Varsóvia. Eu, meu filho, minha mãe e meu gato cruzamos a fronteira da Eslováquia de ônibus, e depois seguimos de trem para a fronteira tcheca, onde amigos poloneses nos encontraram”, continuou.

Brasileiro filho de pais ucranianos em frente a avião da FAB, após chegada ao Brasil — Foto: Volodymyr Borodin/Arquivo pessoal
Brasileiro filho de pais ucranianos em frente a avião da FAB, após chegada ao Brasil — Foto: Volodymyr Borodin/Arquivo pessoal

O grupo chegou à capital da Polônia no dia seguinte e foi para uma base militar. Depois, seguiram viagem.

“Em dois dias, estivemos na Eslováquia, República Tcheca, Polônia, Portugal, Cabo Verde, Recife e Brasília”, resumiu Darina.

Ela ficou comovida com a ajuda que recebeu. “Eu gostaria de agradecer as pessoas que nos ajudaram na fronteira, onde pessoas que não ficaram indiferentes, voluntários, ajudavam a alimentar e cuidar de refugiados, nos davam itens de higiene básica, alimentação infantil”, afirmou.

G1 SC