Terminou a dragagem de manutenção da dársena do Porto de São Francisco do Sul, a área interna de atracação dos navios. O serviço foi feito pela draga belga Galileo Galilei, que retirou 170 mil metros cúbicos de sedimentos do fundo do mar. O objetivo foi manter a profundidade de 14 metros, necessária para as operações portuárias no local.
Números da obra
A área dragada foi de 133 mil metros quadrados, equivalente a cerca de 20 campos de futebol. A obra recebeu um investimento de R$ 8 milhões, custeados com recursos próprios da Autoridade Portuária.
Os sedimentos retirados foram colocados em alto-mar, numa zona determinada pelos órgãos ambientais, que fica a 23 quilômetros do Porto de São Francisco.
Mais segurança na atracação
Para o presidente do Porto, Cleverton Vieira, a conclusão da dragagem representa a continuidade das ações de manutenção da infraestrutura portuária.
“Manter a profundidade da dársena é importante para assegurar as condições adequadas das operações portuárias. É uma demanda da comunidade portuária que estamos atendendo nesta obra, realizada com recursos próprios e que traz mais segurança e eficiência no momento da atracação e desatracação dos navios”
Cleverton Vieira, presidente do Porto
A draga
A draga da empresa Jan de Nul do Brasil é uma das mais modernas do mundo. O equipamento tem 166 metros de comprimento e capacidade de carregamento de 18 mil metros cúbicos, o equivalente a cerca de 1.800 caminhões trucados. Trata-se de uma draga autotransportadora de sucção e arrasto, também conhecida como draga Hopper, que conta com acomodação para 32 tripulantes.
É o mesmo equipamento que realizou o engordamento da Praia de Itapoá, concluído no final de agosto. Aquele trabalho faz parte da dragagem de aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga, que também está sendo realizada pelo Porto de São Francisco do Sul.
Como funciona a dragagem
Na prática, tubos de sucção são posicionados no fundo do mar, onde um sistema de bombas potentes suga os sedimentos e os transfere para a cisterna da Galileo Galilei. Depois de carregada, a draga navega até a área de despejo, chamada “bota-fora”, onde descarrega o material no fundo do mar.
O ciclo de dragagem tem estas etapas:
- dragagem e carregamento de sedimentos na cisterna;
- navegação até a área de descarte (cisterna cheia);
- despejo dos sedimentos na área de despejo (bota-fora);
- retorno à área de dragagem (cisterna vazia);
- reinício da operação de dragagem.
Com informações do Portal Visse.

