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Atletismo gratuito: FME abre vagas para crianças a partir dos 6 anos em BC

Crianças a partir dos 6 anos podem participar, de forma gratuita, da escolinha de iniciação esportiva de atletismo da Fundação Municipal de Esportes (FME) de Balneário Camboriú. As aulas acontecem no Estádio das Nações, e há vagas abertas para as turmas.

O atletismo é uma das modalidades mais famosas da cidade, com atletas que representam Balneário Camboriú em competições que vão do nível estadual ao internacional. A escolinha busca fomentar o esporte e encontrar novos talentos.

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Como participar

  • Quem pode: crianças a partir dos 6 anos.
  • Quando: segundas, quartas e sextas-feiras, às 8h e às 15h.
  • Onde: Estádio das Nações, na Rua Libéria, n° 780.
  • Custo: gratuito.

Os interessados devem fazer um cadastro no site da FME. Depois, basta se apresentar no local de treino no horário da aula para verificar com o treinador responsável a disponibilidade de vaga e efetivar a matrícula.

Os grupos são formados de acordo com a idade e, conforme os alunos se desenvolvem, passam a integrar a equipe em competições de rendimento.

Parceria que projeta atletas

A treinadora da iniciação esportiva de atletismo, Daiana Gamboa, comenta que a parceria entre a FME e o Instituto de Atletismo de Balneário Camboriú (IABC) é muito importante para o esporte da cidade. Há quase 13 anos, ela e o treinador Diogo Gamboa incentivam a prática esportiva e ajudam a projetar grandes nomes na modalidade.

Segundo Daiana:

“Nós temos aqui pessoas que recebem o bolsa atleta, que viajam para fora do país, e isso acaba atraindo os menores. Nós promovemos as aulas pela questão do trabalho social, da conscientização, mas a roda precisa girar sempre para todas as idades, porque as crianças crescem e, quando vemos, já estão competindo no alto rendimento”, comentou.

Saúde, disciplina e inclusão

Daiana ressalta que a modalidade traz benefícios para a saúde física e mental das crianças, principalmente na era digital. Durante os treinos, também são trabalhadas com os pequenos a questão das opiniões e o seguimento das regras, o que auxilia na saúde mental.

“Eu acredito que hoje qualquer esporte é muito importante, porque a gente está na fase das telas, e o quão é difícil é tirar uma criança de casa para fazer uma atividade. Nós tentamos fazer com que eles gostem do atletismo já no primeiro contato. Na iniciação esportiva eles brincam muito, para depois começarmos com uma carga de treinamento para formar eles”, disse.

A treinadora destaca ainda o caráter inclusivo das aulas:

“A gente percebe que tem algumas instruções de higiene e de alimentação que às vezes não recebem em casa, e conseguimos repassar para eles para promover a saúde em si. A população no mundo está obesa, está sedentária, então acredito que qualquer atividade física faz muito bem. Aqui no atletismo conseguimos abranger atletas de todos os tipos, desde os mais magrinhos que correm bastante, e outros mais fortinhos que fazem provas de arremesso e lançamento. Nós tentamos fazer as aulas de uma forma inclusiva para que eles gostem, porque já não é fácil vir treinar no sol e às vezes na chuva, então eles têm que no mínimo gostar”, destacou.

Quem já treina conta a experiência

Joaquim Raniel Prates Tanaka, de 13 anos, começou na escolinha há seis anos e já participou de algumas competições. Hoje, compete na prova de marcha atlética 2 km.

“O atletismo para mim representa esforço, de conseguir alcançar coisas que antes achávamos não conseguir, principalmente quando começa a participar e a ganhar campeonatos”, comentou.

Ele incentiva outras crianças e adolescentes a procurarem esportes de que gostem, pois isso faz grande diferença na vida.

“É só ir mesmo, sem medo, sem se comparar a ninguém. É tentar, por mais que seja fraco agora, depois você vai melhorando”, completou Joaquim.

A paixão pelo esporte foi incentivada pela mãe dele, Lidia Alves Prates, que durante um período chegou a praticar a modalidade no Estádio das Nações. Ela conta que os filhos Joaquim e Kenzo treinam na escolinha.

“Meus filhos Joaquim e Kenzo treinam por meio da escolinha. Eu acredito que os pais precisam sempre incentivar os filhos a praticarem esporte, porque ele cura muita coisa como depressão, traumas, e até ajuda pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)”, comentou.

Para Lidia, a melhor coisa que incentivou na vida dos filhos foi a prática esportiva.

“Principalmente o atletismo, que tem várias provas que a criança pode fazer. Se ela não gostar de uma, vai pra outra. Tem a questão da convivência com outras crianças também. O esporte inclui as pessoas, e para o meu filho, a terapia dele foi e é o esporte”, destacou.

Com informações do Portal Visse.

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